Thirty-six years of research on bats (Mammalia, Chiroptera) in the Londrina region, Paraná state, southern Brazil: what have we learned?

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Providing reliable databases on biodiversity is important, as they are the raw material for complex studies in ecology, biogeography and conservation. The region of Londrina, Paraná state, southern Brazil, has had its bat fauna studied since 1982, by a group of researchers from the Laboratório de Ecologia de Mamíferos, Universidade Estadual de Londrina, resulting in an extensive amount of data on the diversity of bats, many of which have yet to be published. Here, we compiled and reviewed all of the literature and unpublished data, and provide a database with information on richness, distribution and sampling gaps. Our compilation resulted in a list of 41 species for Londrina, 14 more species than indicated for the region in the current database “Atlantic Forest bats”. A total of 29 species were recorded within Protected Areas (Parque Estadual Mata dos Godoy and Parque Municipal Arthur Thomas), in addition to other sites. Despite the long sampling time, we found that the region still lacks information on bat fauna for most of its forest remnants, especially in the northern region. The forest fragment with the greatest number of sampling nights, the Parque Estadual Mata dos Godoy, is still under-sampled. Our database can serve as a basis for ecological and conservation studies and to determine priority areas for future sampling efforts, using a diversity of bat sampling methods.


Trinta e seis anos de pesquisas com morcegos na região de Londrina, norte do Paraná, Brasil: o que sabemos? Fornecer bancos de dados confiáveis sobre a biodiversidade é importante, pois são a matéria-prima para estudos complexos em ecologia, biogeografia e conservação. A região de Londrina, estado do Paraná, sul do Brasil, teve sua fauna estudada desde 1982 por um grupo de pesquisadores do Laboratório de Ecologia de Mamíferos da Universidade Estadual de Londrina, resultando em um extenso volume de dados sobre a diversidade de morcegos, muitos dos quais ainda não foram publicados. Aqui, compilamos e revisamos toda a literatura e dados não publicados e fornecemos um banco de dados com informações sobre riqueza, distribuição e lacunas de amostragem. Nossa compilação resultou em uma lista de 41 espécies para Londrina, 14 espécies a mais do que as indicadas para a região no banco de dados atual para morcegos da Mata Atlântica. Um total de 29 espécies foram registrado em Áreas Protegidas (Parque Estadual Mata dos Godoy e Parque Municipal Arthur Thomas), além de outros locais. Apesar do longo tempo de amostragem, constatamos que a região ainda carece de informações sobre a fauna de morcegos para a maioria de seus remanescentes florestais, principalmente na região norte. O fragmento florestal com maior número de noites de amostragem, o Parque Estadual Mata dos Godoy, ainda está subamostrado. Nosso banco de dados pode servir como base para estudos de ecologia e conservação e para determinar áreas prioritárias para futuros esforços de amostragem, usando diversos métodos de captura de morcegos.

First record of bush dog, Speothos venaticus, for the Cerrado of São Paulo, Brazil

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We provide an updated geographical distribution map of Speothos venaticus (Lund, 1842) for Brazil and report the first record of this species for the Cerrado of São Paulo, which was known only from the Atlantic Rain Forest within the state. We built the distribution map based on occurrence sites for the species in Brazil available in the literature and our new record: a deceased male cub, found near a forest fragment in a matrix of sugarcane plantations. We performed ecological niche modeling with GIS analysis to obtain a predictive map of the areas potentially suitable for S. venaticus. This species distribution and ecology are still poorly known, and additional studies are needed to evaluate its current state of conservation.


Primeiro registro de cachorro-vinagre, Speothos venaticus, para o cerrado de São Paulo, Brasil. Nós apresentamos um mapa de distribuição atualizado de Speothos venaticus para o Brasil e reportamos o primeiro registro desta espécie para o Cerrado de São Paulo, que era conhecida apenas para a Mata Atlântica desse estado. Construímos o mapa, baseado nas ocorrências relatadas na literatura para o Brasil e no nosso novo registro: um filhote macho morto, encontrado próximo a um fragmento florestal cercado por uma área de plantação de cana-de-açúcar. Nós realizamos uma análise GIS para obtermos um mapa preditivo de modelagem das áreas provavelmente mais adequadas para S. venaticus. A distribuição e ecologia dessa espécie ainda são pouco conhecidos, e estudos adicionais são necessários para avaliar seu real estado de conservação.