Cryptonanus agricolai (Didelphimorphia, Didelphidae) in the Atlantic Forest core: occurrence of a xeric associated species in a tropical forest biome

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According to the Wallacean shortfall, knowledge about the geographic distribution of most species is still incomplete. Cryptonanus agricolai (Moojen, 1943) is a didelphid marsupial considered Data Deficient by IUCN, since species records are few and sparse. Although little information is available for the species, it is generally associated with xeric habitats from Caatinga and open formations of the Cerrado in east-central Brazil. Here we report the occurrence of C. agricolai in the Atlantic Forest core, a new ecoregion for the species, based on a recent collected voucher—identified through morphological and molecular analysis—from a Mussununga formation in Reserva Biológica do Córrego do Veado, southeastern Brazil. This record extends the occurrence of the species to more than 1 700 000 km² and lowers its altitudinal range limit to 108 m.


Cryptonanus agricolai (Didelphimorphia, Didelphidae) no cerne da Mata Atlântica: ocorrência de uma espécie associada a ambientes xéricos em um bioma de floresta tropical úmida. De acordo com a Lacuna Wallaceana, o conhecimento sobre a distribuição geográfica da maioria das espécies ainda é incompleto. Cryptonanus agricolai (Moojen, 1943) é um marsupial didelfídeo avaliado como Deficiente em Dados pela IUCN, uma vez que existem poucos e esparsos registros para a espécie. Embora haja pouca informação disponível para tal espécie, ela é comumente associada a habitats xéricos da Caatinga e formações abertas do Cerrado no centro-leste do Brasil. Aqui relatamos, através de dados morfológicos e moleculares, registros de C. agricolai em localidades centrais na Mata Atlântica, não apenas provenientes de zonas de contato com os demais biomas nos quais a espécie é comumente associada. Configura-se assim, uma nova ecorregião de ocorrência para a espécie, com base em um novo registro em formação Mussununga na Reserva Biológica do Córrego do Veado, sudeste do Brasil. Nossos achados estendem a ocorrência da espécie para mais de 1 700 000 km² e seu limite inferior de altitude para 108 m.