What brown-nosed coatis (Nasua nasua) eat in the concrete jungle of midwest Brazilian?
Grasiela E. O. Porfirio, Andreza C. Rucco, Wanessa T. G. Barreto, Gabriel C. Macedo, William O. Assis, Leonardo F. Nascimento, Heitor M. Herrera, Nayara Y. Sano, Filipe M. SantosThe brown-nosed coati (Nasua nasua) is a Procyonid mesocarnivore commonly found coexisting with people in Brazilian urban forest fragments. Here, we aimed to assess the diet of brown-nosed coatis in two urban forest fragments of Campo Grande, MS: Parque Estadual do Prosa (PEP), a protected area, and Air Force Village (AFV), an urbanized area with physical barriers such as walls and fences. The diet was analyzed based on feces of brown-nosed coatis captured in wire traps during campaigns conducted from March to November 2018, January to April 2019, and March to June 2020 (only PEP), with 10 consecutive days per monthly campaign. Once captured, animals were sedated and identified, and fecal samples were collected and analyzed macrocospically and microscopically. In total, 190 coatis were sampled (including 115 females, 65 males, and 10 unidentified individuals), with some individuals being recaptured during the study period, and a total of 510 items were identified across both areas, with PEP showing 238 items (average of 2.4 items/fecal sample) and AFV showing 272 items (average of 3.8 items/fecal sample). In PEP, the diet of the coatis consisted mainly of invertebrates (57.6%), with human-derived food residues (HDFR), such as paper and string, representing 7.1% of the diet. In AFV, invertebrates dominated the diet (98.6%), with HDFR comprising 12.9% of the diet. Therefore, HDFR was present in the diet of brown-nosed coatis in both studied areas, with AFV showing nearly double the percentage compared to PEP. This study highlights that in urban environments, the diet of these animals can include HDFR, although their diet is still dominated by natural food resources. It remains to find out the impact that such intake of HDFR (nearly 3% of the diet based on Po) can have on the health of N. nasua individuals inhabiting urban environments.
O que quatis (Nasua nasua) comem em uma floresta de concreto no centro-oeste brasileiro? O quati (Nasua nasua) é um mesocarnívoro Procyonidae, comumente encontrado coexistindo com pessoas em fragmentos florestais urbanos brasileiros. Aqui, temos como objetivo acessar a dieta de quati em dois fragmentos florestais urbanos de Campo Grande, MS: Parque Estadual do Prosa (PEP), uma área protegida, e Vila da Base Aérea (AFV), uma área urbanizada com barreiras físicas como muros e cercas. A dieta foi analisada com base nas fezes de quatis capturados em gaiolas durante as campanhas conduzidas de março a novembro de 2018, de janeiro a abril de 2019 e de março a junho de 2020 (apenas no PEP), com 10 dias consecutivos por mês por campanha. Uma vez capturados, os animais foram sedados, identificados e amostras de fezes foram coletadas e analisadas macro e microscopicamente. No total, 190 quatis foram amostrados (incluindo 115 fêmeas, 65 machos e 10 indivíduos não identificados), com alguns indivíduos sendo recapturados durante o período de estudo e um total de 510 itens identificados entre as duas áreas, com PEP tendo 238 itens (média de 2,4 itens/amostra fecal) e AFV com 272 (média de 3,8 itens/amostra fecal). No PEP, a dieta dos quatis consistiu principalmente de frutas (91,4%), com resíduos derivados de comida humana (HDFR), como papel e barbante, representando 2,94% da dieta. Na AFV, frutas dominaram a dieta (94,4%), com HDFR consistindo em 3,3% da dieta. Então há a presença de resíduos relacionados com comida humana na dieta dos quatis nas duas áreas, sendo AFV com quase o dobro de porcentagem de itens comparado ao PEP. Esse estudo ressaltou que a dieta desses animais em ambiente urbano e a habilidade de utilizar recursos disponíveis em áreas habitadas por humanos.