Integrative taxonomy of the mountain cavy Galea musteloides Meyen, 1833, a highland neotropical caviomorph rodent

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The mountain cavy Galea musteloides Meyen, 1833 is a terrestrial caviomorph rodent with diurnal and colonial habits. It occupies grassland areas and rocky shrub steppes in the arid highlands of the central Andes of western Bolivia, northern Chile, and southeastern Peru. Recent phylogenetic studies based on the analysis of mitochondrial DNA showed that this species has a genealogy geographically structured into two main clades, one encompassing those populations usually referred to G. m. auceps (Thomas, 1911) and G. m. musteloides, and another referable to G. m. boliviensis (Waterhouse, 1848). Multivariate statistical analysis of 16 craniodental measurements corresponding to seven geographical groups supports this conclusion, allowing us to recognize two subspecies within musteloides, for which the names of musteloides (including auceps) and boliviensis (including G. monasteriensis Solmsdorff, Kock, Hohoff, & Sachser, 2004) are available. Due to some uncertainties in the original reference, we also restricted the type locality of G. musteloides to Pisacoma, Puno, Peru.


Taxonomía integrativa en el cuis de montaña Galea musteloides Meyen, 1833, un roedor caviomorfo de las tierras altas neotropicales. El cuis de montaña Galea musteloides Meyen, 1833 es un roedor caviomorfo terrestre, de hábitos diurnos y coloniales. Ocupa pastizales y estepas arbustivas rocosas en las tierras áridas y altas de los Andes centrales del oeste de Bolivia, norte de Chile y sureste de Perú. Estudios filogenéticos recientes basados en el análisis de ADN mitocondrial mostraron que esta especie tiene una genealogía estructurada geográficamente en dos clados principales, uno que engloba aquellas poblaciones generalmente referidas a G. m. auceps (Thomas, 1911) y G. m. musteloides, y otro atribuible a G. m. boliviensis (Waterhouse, 1848). El análisis estadístico multivariado de 16 medidas craneodentarias, correspondientes a siete grupos geográficos, respalda esta conclusión, lo que nos permite reconocer dos subespecies dentro de G. musteloides, para las cuales los nombres musteloides (incluyendo auceps) y boliviensis (incluyendo G. monasteriensis Solmsdorff, Kock, Hohoff & Sachser, 2004) están disponibles. Debido a algunas dudas de la referencia original, también restringimos la localidad tipo de G. musteloides a Pisacoma, Puno, Perú.

Graphical abstract for the article “Integrative taxonomy of the mountain cavy Galea musteloides Meyen, 1833, a highland neotropical caviomorph rodent” (Krapovickas et al., 2023)

Craniomandibular morphological variability in Tayassu pecari (Link, 1795) (Artiodactyla, Tayassuidae) from the Xingu-Tapajós interfluve, Pará State, Brazil

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Variations in morphological characters can occur at inter- and intraspecific levels. Environmental predictors such as vegetation landscapes, differences in diet, energy requirements, and environmental quality are the factors that could contribute to the variability in skull shape. Because of their wide geographic distribution, species of the family Tayassuidae are excellent models to test ecogeographic and functional hypotheses, being morphologically susceptible to intense selective forces and suffering threats throughout all their range of distribution. To evaluate the morphological diversity of Tayassu pecari (Link, 1795) considering geographic patterns, we investigate the morphological variability in craniomandibular characters in populations from Xingu-Tapajós interfluve, in the Brazilian eastern Amazon, a large region with heterogeneous landscapes. We analyzed 150 skulls of adult individuals for linear morphometrics and qualitative approaches. The results show that there is no significant difference among populations from the study area, but that skulls of Xingu-Tapajós interfluve are larger compared to populations from other localities in Brazil. The species does not follow the Bergmann Rule, being larger in areas closer to the Equator. The intrapopulation results indicate a high gene flow maintained by populations through the Xingu-Tapajós interfluve.


Variabilidade morfológica de Tayassu pecari (Link, 1795) (Artiodactyla, Tayassuidae) no Interflúvio Xingu-Tapajós, Pará, Brasil. Variações em caracteres morfológicos podem ocorrer em níveis interespecífico e intraespecífico. Preditores ambientais como heterogeneidade de paisagens, diferenças na dieta, demandas energéticas e qualidade ambiental, são fatores que podem contribuir para a variabilidade no formato do crânio. Devido sua ampla distribuição geográfica, espécies da família Tayassuidae são vistas como modelos excelentes para testar hipóteses ecogeográficas e funcionais, sendo morfologicamente suscetíveis a intensas forças seletivas e sofrendo ameaças por toda sua área de distribuição. Com o intuito de entender a diversidade morfológica em Tayassu pecari (Link, 1795), considerando padrões geográficos, investigamos a variabilidade morfológica em caracteres craniomandibulares de populações presentes no interflúvio Xingu-Tapajós, localizado na Amazônia oriental brasileira, sendo uma região ampla e com paisagens heterogêneas. Analisamos 150 crânios de indivíduos adultos para morfometria linear e abordagens qualitativas. Os resultados demonstram que não há diferença significativa entre as populações na área de estudo, mas que esses espécimes apresentam crânios maiores quando comparados com populações de outras regiões do Brasil. A espécie não segue a Regra de Bergmann, sendo maior em áreas próximas à linha do Equador. Os resultados intrapopulacionais sugerem um alto fluxo gênico mantido pelas populações através do interflúvio Xingu-Tapajós.

Graphical abstract for the article “Craniomandibular morphological variability in Tayassu pecari (Link, 1795) (Artiodactyla, Tayassuidae) from the Xingu-Tapajós interfluve, Pará State, Brazil” (Pampolha Gomes et al., 2022)

Felinos neotropicais como hospedeiros de agentes zoonóticos no Brasil

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Os mamíferos apresentam papel central no ciclo de várias zoonoses e o estudo de sua prevalência e distribuição é extremamente importante para prevenir surtos e criar profilaxias. As espécies de felinos silvestres têm cada vez mais contato com os humanos, expondo-os a possíveis transbordamento ou compartilhamento de vários patógenos e participando do ciclo de várias zoonoses. Nosso objetivo foi investigar a participação das espécies de felinos silvestres do Brasil em ciclos zoonóticos, a partir de dados secundários. Foram encontrados registros de 19 zoonoses para 10 espécies de felinos silvestres, incluindo duas causadas por vírus, cinco por nematoides, quatro por protozoários e oito por bactérias. A zoonose com maior prevalência causada por vírus foi a raiva, por protozoários foi a toxoplasmose, por bactérias destacam-se brucelose e leptospirose, enquanto que por nematoides destaca-se a ancilostomose e toxocaríase. As espécies Leopardus pardalis, Leopardus tigrinus, Panthera onca e Puma concolor apresentaram maior número de registros de patógenos e distribuição mais ampla dos registros pelas regiões brasileiras. Os registros desses patógenos ocorreram principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Observa-se o papel dos membros dessa família como reservatórios de agentes de várias zoonoses letais, embora a leptospirose apresente registro de diferentes sorovares, incluindo alguns não patogênicos ao homem. Esses resultados trazem à luz a importância da preservação e manutenção dos habitats naturais dessas espécies como medida de saúde pública, a fim de prevenir a proliferação dessas zoonoses, tanto para os humanos quanto para os animais. A preservação dos ambientes naturais dos felinos poderia minimizar possíveis trocas de patógenos entre essas espécies e os animais domésticos e, consequentemente, com os humanos, além de diminuir a probabilidade de contato direto desses com os felinos.


Neotropical Felidae as hosts of zoonotic agents in Brazil. Mammals play a central role in the cycle of several zoonoses; the study of their prevalence and distribution is extremely important to prevent outbreaks and create prophylaxis mechanisms. Wild feline species have been increasingly in contact with humans, exposing them to possible overflow or sharing of various pathogens and participating in the cycle of numerous zoonoses. Our objective was to investigate the participation of Brazilian feline species in zoonotic cycles, through secondary data analysis. We found records of 19 zoonoses for 10 feline species, including two caused by viruses, five by nematodes, four by protozoa, and eight by bacteria. The zoonosis with highest prevalence caused by viruses was rabies, by protozoa was toxoplasmosis, by bacteria were brucellosis and leptospirosis; while by nematodes were hookworm and toxocariasis. The species Leopardus pardalis, Leopardus tigrinus, Panthera onca, and Puma concolor presented highest number of records of pathogens and wider distribution of records through Brazilian regions. Records of these pathogens occurred mainly in the Central West and Southeast regions of Brazil. The role of the members of family Felidae as reservoirs of agents of several lethal zoonoses is observed, although leptospirosis presents a register of different serovars, including some non-pathogenic to humans. These results bring to light the importance of preserving and maintaining the natural habitats of these species as a public health measure, in order to prevent the proliferation of these zoonoses, both for humans and animals. The preservation of feline natural environments could minimize possible pathogen exchanges between these species and domestic animals and, consequently, with humans, as well as reducing the likelihood of their direct contact with felines.

Collection records of Gyldenstolpia planaltensis (Avila-Pires, 1972) (Rodentia, Cricetidae) suggest the local extinction of the species

The genus Gyldenstolpia was recently described and includes two species, G. fronto and G. planaltensis, both very rare. Gyldenstolpia planaltensis had records in only two localities in the central-western Brazil and is endemic to the Cerrado biome. A new locality is added to G. planaltensis, extending its distribution, and was obtained from a specimen housed in a museum collection. Summarized data on the distribution, ecology and natural history of G. planaltensis denotes that this species can be already extinct or committed to extinction because of habitat conversion and habitat loss.


Registros de Gyldenstolpia planaltensis (Avila-Pires, 1972) (Rodentia, Cricetidae) sugieren la extinción local de la especie. El género Gyldenstolpia fue recientemente descrito e incluye dos especies, G. fronto y G. planaltensis, ambas muy raras. Gyldenstolpia planaltensis tenía registros en solamente dos localidades del centro de Brasil central y es endémica del bioma Cerrado. Una nueva localidad, correspondiente a un ejemplar de museo, se agrega para G. planaltensis, ampliando su distribución. Los datos resumidos sobre la distribución, ecología e historia natural de G. planaltensis denotan que esta especie podría estar extinta o encontrarse en vías de desaparecer debido a la conversión y pérdida del hábitat.

Feeding habits of the maned wolf (Chrysocyon brachyurus) in the Brazilian Cerrado

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The maned wolf feeds mainly on fruits and small vertebrates. The diet of the maned wolf was studied at Águas Emendadas Ecological Station (AEES) through 328 faecal samples collected from November 1996 to August 1999. To evaluate the seasonal variation in food availability, the fruit phenology of the wolf’s fruit, the main food item in maned wolf’s diet, was monitored counting the fruits produced in 20 marked plants. Fructification phenology of fleshy fruit plants in the cerrado habitat of AEES was recorded monitoring five plots of 100 × 20 m, where the number of fruit producing species and individuals were recorded. The diet composition was 60% vegetal items and 40% animal ones. The wolf’s fruit, other fruits and small mammals were the most frequent consumed categories, but armadillos, wolf’s fruit, medium size mammals, and small mammals were the most important categories considering biomass. Maned wolves are generalist, with a broad diet, and consume most of the food items according to their availability. However, wolves are selective with regard to some food items, particularly the wolf’s fruit during the dry season.


Hábitos alimentarios del aguará guazú (Chrysocyon brachyurus) en el dominio del Cerrado, Brasil. El aguará guazú se alimenta principalmente de frutos y vertebrados pequeños. Si bien se ha obtenido mucha información acerca de la dieta del aguará guazú, datos sobre la ecología trófica de esta especie en reservas pequeñas del Cerrado son importantes para establecer estrategias de conservación. Se estudió la dieta del aguará guazú en la Estación Ecológica de Águas Emendadas (EEAE) a través de 328 muestras de heces colectadas entre noviembre de 1996 y agosto de 1999. Para evaluar la variación estacional en la disponibilidad de alimentos se analizó la fenología frutal de Solanum lycocarpum, el principal componente de la dieta de este cánido, contando los frutos producidos en 20 plantas marcadas. Se estudió la fenología de fructificación de plantas con frutos carnosos en el ambiente de Cerrado de la EEAE en cinco parcelas de 100 × 20 m, registrándose el número de especies productoras de frutos y sus individuos. La composición de la dieta fue de 60% de ítems vegetales y de 40% de ítems animales. Solanum lycocarpum, otros frutos y los micromamíferos fueron las categorías consumidas con mayor frecuencia, pero considerando la biomasa las categorías más importantes fueron los armadillos, el Solanum lycocarpum y los mamíferos medianos y pequeños. El aguará guazú es generalista, con una dieta amplia, consumiendo la mayor parte del alimento de acuerdo a su disponibilidad. Sin embargo, estos cánidos son selectivos al considerar algunos alimentos, particularmente el Solanum lycocarpum durante la estación seca.

Resúmenes de tesis

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Alexandra M. Ramos Bezerra | Variabilidade morfológica e status taxonômico das amostras populacionais do gênero Clyomys (Rodentia: Echimyidae) / Morphologic variability and taxonomic status of population samples of the Clyomys genus (Rodentia: Echimyidae)


Guillermo D’Elía | Testing patterns and processes of diversification of a South American group of land mammals (Rodentia, Cricetidae, Sigmodontinae)


Patricia Avello Nicola | Evolução craniana em Trinomys yonenagae (Rodentia: Echimyidae): análise geométrica no contexto de uma filogenia molecular / Evolution of skull in Trinomys yonenagae (Rodentia: Echimyidae): Geometric analysis in the context of a molecular phylogeny


Richard D. Stevens | Taxonomic, functional, and phenetic components of biodiversity: Perspectives on the community ecology of New World bats